No primeiro capítulo o
autor apresenta alguns conceitos que serão fundamentais à compreensão da obra,
nos capítulos seguintes, sempre dando ênfase ao conceito de “refugo humano”, o
autor apresenta suas reflexões.
O terceiro capítulo está
relacionado ao segundo através da questão do medo da população dirigido aos
estranhos que vivem à margem do sistema, mas que agora não estão apenas nas
periferias. O autor volta a dizer que o planeta está cheio e no limite máximo,
não existe mais espaço para escoar dejetos humanos e nem materiais. Bauman
afirma que as prisões configuram-se como parte dos instrumentos de depósito de
dejetos humanos. No capítulo dois o autor fala da reciclagem dos dejetos
humanos, no capítulo três ele afirma que não é mais possível reciclar, pois não
há mais espaços onde colocar.
No final do capítulo
três o autor ainda aponta o fato de que os sentimentos que aparecem nessa
sociedade são desconfiança, suspeita e medo, fazem com que os vínculos também
sejam refugos, tornando as relações mais voláteis.
No capítulo quatro
Zygmunt analisa os valores da modernidade, relacionando o consumo à beleza,
relatando que a perfeição é um dos objetivos perseguidos pela sociedade
moderna, porém como o não é perfeito vive no plano das ideias, à frente de seu
tempo, a perfeição ainda precisa ser alcançada. O autor atribui a esses valores
os sentimentos de insegurança e incerteza que também são citados no capítulo
dois.
Ainda no capítulo
quatro o autor retoma a questão de que “somos consumidores numa sociedade de
consumidores” e, assim como trocamos de carro quando esse não nos contenta mais,
trocamos de relacionamentos. Bauman exemplifica, relatando que alguns contratos
de casamento preveem cláusulas que visam formalizar o que acontecerá quando
essa relação virar um refugo.
Em Vidas Desperdiçadas,
o autor nos convida a refletir sobre o triste caminho da sociedade ao redor do
planeta, caminho que nos leva a excluir automaticamente ao mesmo tempo em que
nos obriga a viver o convívio social de maneira intensa.



